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O Café da Ana venceu o Troféu Cristãos Criativos 2026

Categoria Projeto de Branding Não Religioso. E o que esse prêmio diz sobre o jeito como a gente faz marca.

Troféu Cristãos Criativos 2026 de vidro com placa do Café da Ana, ao lado do selo do prêmio.

No sábado, 26 de setembro, em São Paulo, no palco do Teatro Viradalata, ouvimos o nome de um projeto que nasceu numa mesa de café em Araguari: o Café da Ana foi escolhido como o melhor projeto de branding não religioso do Troféu Cristãos Criativos 2026. O projeto era nosso. Recebi a premiação, agradeci e fiz um breve discurso. Mas a parte importante não aconteceu no palco. Aconteceu meses antes, numa conversa com a Ana Godoi.

O que é o Troféu Cristãos Criativos

O Cristãos Criativos é uma comunidade interdenominacional de criativos, artistas, líderes, educadores e empreendedores de todo o Brasil, fundada pelo Mike Anselmo com três pilares: conectar, pertencer e cocriar. O troféu nasceu em 2025 pra reconhecer e validar a criatividade cristã em áreas como design, branding, fotografia, audiovisual e conteúdo. Na primeira edição, foram mais de 130 mil votos do público. Em 2026, a segunda edição, com mais categorias e cinco finalistas em cada uma.

A categoria em que o Café da Ana venceu, Projeto de Branding Não Religioso, é justamente a que olha pra marcas de negócios comuns feitas por gente que carrega fé no jeito de trabalhar. Servir bem, cuidar do detalhe, respeitar quem está do outro lado do balcão.

Victor Fortunato diante do painel do Troféu Cristãos Criativos 2026, com o símbolo de asterisco azul do prêmio
Troféu Cristãos Criativos 2026.

Um café que não era sobre café

A Ana é decoradora e produtora de eventos em Araguari. Tem treze anos de estrada montando festas em que cada detalhe conta uma história. Quando decidiu abrir um café no mesmo espaço onde já recebia os eventos, o pedido parecia simples: uma marca de cafeteria.

Só que não era isso.

O que a Ana precisava era de uma porta de entrada. Nem todo mundo contrata um evento. Mas todo mundo pode sentar, pedir um espresso e sentir a mesma curadoria, o mesmo cuidado, o mesmo universo. O café tinha que herdar o DNA da marca-mãe sem virar uma cópia menor dela, ter personalidade própria e funcionar como showroom vivo.

Da Alma Celebrada à Alma Acolhida

A marca Ana Godoi vive no território que chamamos de Alma Celebrada. O café precisava traduzir essa filosofia pro cotidiano. Nasceu o conceito Alma Acolhida: mesma família, outro tom. A Nostalgia Sofisticada da marca-mãe virou Nostalgia Cotidiana.

Desse conceito saiu tudo o resto: o nome; o logotipo em quatro peças (selo, script, monograma CA e versão tipográfica); a tulipa desenhada pela Giovana, filha da Ana, que já existia na marca-mãe e aqui virou silhueta preenchida; a paleta de seis cores terrosas ancoradas no marrom profundo e no creme; a Libre Caslon Condensed; e um descritor que atravessa cada ponto de contato: Café, Celebração e Alma.

A arquitetura de marca é a mesma que a Emporio Armani tem com a Armani. Mesmo DNA, outro ponto de acesso.

Por que isso ganhou um prêmio

Eu poderia dizer que foi pela estética, e a estética é bonita. Mas o que eu acho que o júri viu foi outra coisa: um projeto em que cada decisão visual tem uma decisão estratégica por trás. A marca funciona em três ritmos sob o mesmo teto (cafeteria diária, eventos intimistas e noites temáticas com chef convidado) porque foi desenhada pra isso. O café deixou de ser um negócio paralelo e virou peça estratégica do ecossistema da Ana. Cada xícara servida valoriza a marca-mãe. E, falando em xícara: é lá que se toma a melhor espresso tônica da cidade. Palavra de cliente.

É nisso que eu acredito: marca memorável não nasce pronta. Ela é descoberta. Está lá, na história de quem construiu o negócio; o nosso trabalho é achar e dar forma.

Apresentadores no palco do Teatro Viradalata, em São Paulo, diante do telão azul do Troféu Cristãos Criativos 2026, com a plateia em primeiro plano
A entrega do prêmio.
Plateia do Troféu Cristãos Criativos 2026 aplaudindo no Teatro Viradalata

Obrigado

À Ana Godoi, por confiar uma parte tão importante do universo dela a nós, e por ser o tipo de cliente que entende que branding é decisão, não decoração.

À Giovana, filha da Ana, que desenhou a tulipa que virou o coração do selo.

Ao Cristãos Criativos, por criar um espaço onde criatividade e propósito andam juntos, e por reconhecer um projeto que não é religioso, mas que carrega o que a gente acredita: servir bem é uma forma de cuidar.

E a quem esteve na plateia no sábado, aplaudindo. Esse troféu vai ficar na estante do estúdio, mas ele é de muita gente.

Se você quiser conhecer o projeto inteiro, o case completo está no site: fortunatoestudio.com/projetos/cafe-da-ana.

Victor Fortunato
Fortunato Estúdio de Marcas

Veja o projeto inteiro.

Conceito, logotipo em quatro peças, tulipa, paleta e aplicações do Café da Ana, com o raciocínio por trás de cada decisão.

Ver o case do Café da Ana →
Victor Fortunato
Victor Fortunato
Estrategista de marca e especialista em posicionamento, fundador do Fortunato Estúdio. Já assinou mais de 80 marcas. Nenhuma faliu. Autor de Branding pra BraSileiro.